A voz interna que exige perfeição não motiva, ela esgota. Entenda como a autocrítica se forma e como a terapia ajuda a construir uma relação mais justa consigo mesma.
Existe uma diferença entre querer fazer bem feito e sentir que nunca é o bastante. A segunda é a autocobrança: uma régua que se move sempre que você a alcança.
Quem vive assim costuma minimizar conquistas e ampliar erros. O elogio escorrega, a crítica gruda. Com o tempo, isso cria cansaço emocional e uma sensação difusa de fracasso, mesmo diante de uma vida objetivamente bem construída.
No processo terapêutico, mapeamos essa voz interna, identificamos suas origens e treinamos respostas mais realistas. Não se trata de baixar padrões, e sim de sustentá-los sem se machucar no caminho.
Metas claras, registros reflexivos e exercícios práticos ajudam a transformar autocrítica em direção: o que de fato importa para você, e não o que você acha que deveria querer.
Você não precisa esperar chegar ao limite para pedir ajuda.

