Terapia de ansiedade
Ansiedade

Preocupação excessiva: por que você não consegue parar de se preocupar

Por Luana Vieira04 de novembro de 20267 min de leitura
Preocupação excessiva: por que você não consegue parar de se preocupar

Entenda por que a preocupação excessiva funciona como um hábito, como ela se mantém e o que fazer para sair do ciclo, com uma sugestão de leitura da psicóloga Luana Vieira.

Você não consegue parar de se preocupar porque, para o seu cérebro, a preocupação parece útil. Ela dá a sensação de que você está fazendo alguma coisa, de que está se preparando para o pior. Com o tempo, esse movimento vira hábito, e hábitos não se desfazem só com força de vontade.

Muitas pacientes chegam ao consultório dizendo "eu sei que não adianta, mas não consigo parar". Esse "não consigo" não é fraqueza. É o funcionamento de um ciclo que pode ser entendido e, aos poucos, transformado.

Por que a preocupação vira um hábito?

Todo hábito tem três partes: um gatilho, um comportamento e uma recompensa. Na preocupação, o gatilho pode ser uma mensagem sem resposta, um prazo ou uma sensação no corpo. O comportamento é ficar repassando cenários na cabeça. A recompensa é um alívio rápido, a impressão de controle.

O problema é que esse alívio dura pouco. Logo aparece outro gatilho, e o ciclo recomeça, cada vez mais automático.

Sinais de que a preocupação passou do ponto

Preocupar-se de vez em quando é humano. Ela passa do ponto quando ocupa boa parte do dia, quando você não consegue desligar na hora de dormir, quando o corpo fica tenso o tempo todo ou quando você evita decisões por medo de errar.

Se você se reconhece aqui, vale ler também sobre os sintomas de ansiedade em mulheres e sobre a mente acelerada que não desliga.

Como sair do ciclo da preocupação

O primeiro passo é perceber o ciclo enquanto ele acontece. Pergunte a si mesma: o que disparou isso agora? O que eu estou fazendo com esse pensamento? Isso está realmente me ajudando?

O segundo passo é a curiosidade. Em vez de brigar com a preocupação, observe como ela aparece no corpo: aperto no peito, mandíbula travada, respiração curta. Observar com curiosidade tira você do piloto automático e enfraquece o hábito.

O terceiro é trocar a recompensa. Quando o cérebro percebe que se preocupar não traz o alívio prometido, e que estar presente traz uma calma mais duradoura, ele começa a mudar a preferência.

Sugestão de leitura: Desconstruindo a ansiedade, de Judson Brewer

Capa do livro: Sugestão de leitura: Desconstruindo a ansiedade, de Judson BrewerVer na Amazon

Muito do que descrevi acima está explicado com profundidade no livro Desconstruindo a ansiedade, do psiquiatra e pesquisador Judson Brewer. Ele mostra, com linguagem acessível e exemplos do dia a dia, como a ansiedade se mantém como hábito e propõe exercícios práticos de atenção plena para sair do ciclo.

Costumo indicar para pacientes que vivem com a mente cheia de "e se...". Ver o livro na Amazon. Ele também está na minha lista de livros sobre ansiedade.

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Se a preocupação está atrapalhando seu sono, seu trabalho ou suas relações, você não precisa lidar com isso sozinha. Na psicoterapia, entendemos juntas de onde vêm esses pensamentos e construímos novas formas de responder a eles.

Conheça a terapia para mulheres ansiosas da Clínica Ser Meraki e como funciona o processo terapêutico.

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